O movimento
humano
Durante muito tempo,
o corpo humano foi visto dentro de um aspecto
mecanicista, cujos conhecimentos estavam vinculados à
idéia de que era constituído apenas por um conjunto
de alavancas ósseas, movimentadas pelo sistema
muscular.
Atualmente, o homem é visto como uma síntese dinamicamente
complexa, na qual o corpo e a psique se integram, isto é,
existe uma unidade psicofísica indissociável. Dessa forma,
pode-se perceber que a atividade corporal está relacionada
com diversos fatores que se inter-relacionam, como:
ansiedade, estresse, personalidade, qualidade de vida,
atividade profissional, etc.
Da mesma maneira, o movimento era visto como um impulso de
um conjunto de alavancas. Sob um novo ponto de vista, o
movimento é a expressão da totalidade do homem, isto é, é a
expressão de um gesto de natureza interior, de uma vontade
finalizada e, portanto, não esgota a própria função no
momento em que se realiza.
A postura, usualmente definida como o arranjo relativo das
partes do corpo, envolve um complexo mecanismo para atingir
o equilíbrio nas diversas atitudes corporais assumidas no
dia a dia. Cada um reflete, inconscientemente, no movimento
exterior, a condição interior e a sua personalidade. Assim,
a postura é considerada uma verdadeira e própria forma de
linguagem, uma vez que cada um se move assim como se sente.
A postura exprime o que experimenta um organismo na
situação atual, como ele vive, e é, por isso, uma resposta
global de acomodação a certo ambiente, uma correlação entre
os aspectos corporais e mentais do comportamento.
Dessa forma, vários métodos e técnicas se predispõem a
reorganizar as posturas corporais. Em sua maioria, abordam
o indivíduo segundo o conceito de cadeias musculares, que
são linhas de força formadas pelas aponeuroses que ligam os
músculos. Por essa razão, movimentos ou tensões de
determinado grupo muscular produzem conseqüências em todo o
conjunto das cadeias. Assim sendo, em um corpo não existirá
boa morfologia sem o equilíbrio das tensões a que é
submetido.
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